O anúncio da abertura do primeiro parque temático permanente de Pokémon, marcado para 5 de fevereiro de 2026, mostra mais do que nostalgia. Ele reforça a força cultural e comercial da franquia, que chegou a US$ 115 bilhões em receita até outubro deste ano.
O PokéPark Kanto ficará no complexo Yomiuriland, em Tóquio, e representa a primeira aposta fixa da Pokémon Company em uma experiência de imersão física após anos de atrações itinerantes.
O que torna o PokéPark Kanto diferente
A escolha pela região de Kanto não ocorre por acaso. Ela faz parte da geografia real da capital japonesa e também marca o ponto inicial da história dos jogos, do anime e de muitos elementos que formaram a franquia. Por isso, o parque busca ir além das referências tradicionais. Ele propõe um ambiente sensorial que aproxima o visitante da narrativa que se expandiu ao longo de décadas entre games, cartas, séries e mangás.

O PokéPark Kanto terá 2,6 hectares — cerca de 26 mil m² — divididos em duas áreas principais. A Pokémon Forest recria um refúgio natural inspirado nos bosques clássicos da série. Já a Sedge Town traz a atmosfera das pequenas cidades que moldam o ritmo das jornadas dos treinadores. As duas áreas prometem imersão total, embora a empresa ainda mantenha segredo sobre atrações específicas.

O novo parque reflete a expansão de uma marca sólida, mas também revela um movimento curioso. A experiência Pokémon, antes vista principalmente no digital, entra agora no universo dos parques temáticos e disputa atenção com empreendimentos tradicionais do setor. Assim, a inauguração se torna um teste importante. Ela medirá quantos fãs viajarão até Tóquio e mostrará como a franquia pretende ocupar o espaço físico depois de dominar o imaginário virtual por tantos anos.
